Banda mergulhava para novos caminhos e gêneros musicais em um disco que dividiu boa parte do público e crítica nos anos 70


Led Zeppelin
Foto: Divulgação


Após o grande sucesso em seus dois primeiros discos, que ficaram marcados por Good Times Bad Times, Whola Lotta Love, Ramble On, entre outras, o Led Zeppelin rumava por novos caminhos e experiências sonoras, buscando expandir o seu horizonte. O hype em torno do terceiro disco da banda era enorme, que na época era a de maior sucesso no mundo. Desta forma, uma mudança drástica no aspecto musical e na sonoridade talvez não seria recebida tão bem pelo público. Entretanto a banda se viu num momento de renovação e evolução sonora. 


Então, Jimmy Page e Robert Plant reuniram o grupo e começaram a compor Led Zeppelin III em uma viagem à um chalé chamado Bron-Yr-Aur, em um local isolado e de ambientação natural que certamente influênciou na produção, no País de Gales. O disco foi concebido em outubro de 1970 e está completando 50 anos.


Mesmo tendo um dos maiores hits da banda – Immigrant Song que traz referências à mitologia nórdia, e inspirada no show que fizeram na cidade de Reykjavik, na Islandia em junho de 1970 –, o disco não foi tão bem recebido em primeira impressão pela crítica em 70. Há quem ousa em dizer que é o pior disco dos Zeppelin por conta da forte influência folk em sua composição.



Porém, embora tenha tido uma certa rejeição inicial com a divisão dos fãs e crítica, que não esperavam uma produção deste tipo vindo da banda, o disco III viria a ganhar a posição de número um nas paradas rapidamente.  Apesar da levada e influência folk, ainda trazia algumas faixas mais "pesadas" – como alguns costumam dizer –, apresentando também um blues magnífico em Since I've Been Loving You


Tangerine é uma das canções mais lindas e profundas compostas pelo grupo, uma reflexão sobre um amor que já passou em uma harmonia simplista, porém tocante, é pura poesia (uma das minhas preferidas).



Não podemos esquecer também de Out on the Tiles, uma das canções mais subestimadas dos Zeps que segundo Jimmy Page foi inspirada em uma brincadeira com o baterista John Bonham, que tinha o hábito de cantar rap quando bebia em suas noites de relaxamento e, durante o processo da composição da faixa, Page lembrou desses momentos para criar o solo da canção.


Led Zeppelin III é uma obra-prima, nos mostrando talento de jovens músicos que não ficaram estagnados em cartilhas que devem ser seguidas por bandas de rock, buscando uma evolução sonora e um experimentalismo, transcedendo e mergulhando em outros gêneros musicais e aspectos sonoros, no caso do III, o folk. 







Led Zeppelin III

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